segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"Hoje eu tô com a Gota! Aliás com o CHUMBO!"



Todo mundo já ouviu a expressão "Hoje eu tô com a gota!" vinda de alguém que está estressado e com raiva. Mas, será que essa expressão tem relação com a doença 'gota' e com a QUÍMICA?
A gota é uma doença causada pelo acúmulo de ácido úrico no organismo. Registros históricos relatam que no Império Romano, muitos dos nobres sofreram com essa doença e chegam até a dizer, que o envenenamento por chumbo pode ter sido uma das causas da queda do Império. "- HÃ?! CHUMBO?" Isso mesmo, o saturnismo (intoxicação por chumbo) era causado porque, nas festas realizadas pela nobreza, o vinho era fervido em recipientes revestidos com chumbo ou por ligas formadas por esse metal pesado, essa fervura visava tornar o vinho mais adocicado  e aumentar o tempo de conservação, pois liberava íons chumbo havendo a formação de acetato de chumbo, que inibia o desenvolvimento de microorganismos no vinho.



Sim, voltando, o que a expressão "Hoje eu tô com a Gota!" tem a ver com a doença gota e com o saturnismo? A gota e o Saturnismo são doenças bem próximas, pois ambas levam à retenção de ácido úrico nos rins causando dor de cabeça, febre, cólica e constipação intestinal, dores articulares, anemia, insanidade mental, agressividade (daí vem a expressão!), alucinações, paralisias, cegueira, perda da fala e até mesmo a morte!

domingo, 1 de julho de 2012

Por que as placas de trânsito brilham?

Alguns materiais quando absorvem radiação ultravioleta ou outro tipo de radiação emitem luz visível. Por que será que isso acontece?
Esse fenômeno é chamado de luminescência e após a incidência da radiação, normalmente, a ultravioleta, os elétrons que foram excitados, voltam ao seu estado menos energético.

Como explica o modelo atômico de Bohr, os elétrons giram ao redor do núcleo sem ganhar nem perder energia. Ao ganhar energia suficiente o elétron passa para um nível mais externo e para voltar, libera essa energia em forma de luz. Então, é justamente isso que ocorre com as placas de trânsito, ao receberem a luz proveniente dos faróis dos carros elas emitem imediatamente luz, fenômeno conhecido por FLUORESCÊNCIA. Já os interruptores, pulseiras que brilham no escuro e demais objetos que emitem luz apenas no escuro absorvem essa energia e só a liberam momentos depois, fenômeno conhecido por FOSFORESCÊNCIA, que leva em consideração o retorno gradual de elétrons excitados para níveis menos energéticos.

quarta-feira, 2 de maio de 2012


Acima encontram-se várias figuras, algumas representam modelos de atômicos. A partir dos seus conhecimentos sobre evolução dos modelos atômicos e o que foi visto em sala, identifique aquelas figuras que representam os modelos dos filósofos, Dalton e Thomson, justificando, é claro!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

"- Por que tá chorando? Tá triste?" "- Não, não. Tô cortando cebola!"

Quem nunca cortou cebola sem chorar? Pois é, a cebola torna muitos pratos culinários saborosos, porém na hora de cortá-la... SURGEM AS LÁGRIMAS! A produção de lágrimas se deve à formação de uma solução muito fraca de ácido sulfúrico em nossos olhos.  Ao cortar a cebola ocorre a liberação de dióxido de enxofre (SO2) que rapidamente reage com o gás oxigênio (O2) presente no ar. Desta forma ocorre a oxidação do SO2 à SO3. Cabe ressaltar, que oxidação é um processo onde a espécie química perde elétrons. A equação química deste processo é SO2(g)  + ½ O2(g)->SO3(g). E aí, quando o gás produzido entra em contato com a água presente em nossos olhos forma o ácido sulfúrico, dando origem a uma solução ácida bastante fraca (SO3(g) + H2O(l) ->H2SO4(aq)). Esta solução ácida provoca a irritação das terminações nervosas, fazendo com que as glândulas lacrimais entrem em ação para a produção de lágrimas, tentando reduzir o efeito da irritação causada pela referida solução. Então: o que fazer para não chorar, quando cortamos a cebola? Uma maneira é cortá-las imersas em água, pois esta imersão  evitará a expansão do dióxido de enxofre liberado.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Afinal, Calor é Energia?

No nosso dia-a-dia utilizamos muito a palavra ENERGIA, para nos referirmos à várias coisas. Por exemplo, a quantidade de energia que um alimento nos proporciona, a energia elétrica e também a energia térmica. Mas enfim, o que é energia? Energia é a capacidade de provocar mudanças, ou pôr em movimento. Calor é energia térmica em trânsito que é transferida de um corpo com maior temperatura, para um corpo com menor temperatura e assim, provocar mudanças de estado físico. O principio da 1ᵃ Lei da Termodinâmica é que um sistema isolado não sofre variação de energia interna, ou seja, não recebe nem doa calor. Porém, ao fornercer calor à um sistema não isolado estaremos aumentando a variação da energia interna deste sistema. Cada substância recebe o calor que lhe transferido com diferentes intensidades. Umas recebem essa energia de forma mais rápida, logo esquentam mais rápido e outras recebem essa energia de uma forma mais lenta, demorando mais para esquentar. Dessa maneira, podemos começar a falar em CAPACIDADE CALORÍFICA, que é a razão entre o calor fornecido à amostra e o aumento da temperatura, isto é: C= q/ΔT   . Os materiais com maior capacidade calorífica são os líquidos, sendo a água a de maior capacidade calorífica. Isso significa que para provocar uma mudança de estado na água é necessário fornecer uma grande quantidade de calor. Repare que, durante o dia, a água do mar ou da piscina é “fria” e à noite é “morna”, isto porque, por ter um alto calor específico a água demora bastante para esquentar, porém demora bastante para esfriar também. O contrário acontece com a panela que utilizamos para cozinharmos alimentos, ela esquenta rápido, porém esfria rápido também. Então quanto maior a capacidade calorífica da matéria, mais tempo ela demora para esquentar, porém mais tempo ela demora para esfriar. O vídeo apresentado, mostra que a água por ter uma alta capacidade calorífica, rouba a energia térmica que está sendo tranferida para a garrafa, até atingir seu ponto de ebulição. Quando este for atingido, a trocar de calor continua porém a garrafa também vai aproveitá-lo para provocar mudança de estado físico.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Sódio na água? BOOOM!!!!

http://stripgenerator.com/strip/591715/sodio-na-agua/
Na tirinha acima, temos uma reação bastante conhecida: o sódio na água. Mas ATENÇÃO, o sódio assim como outros elementos da família dos metais alcalinos, são muito reativos e só podem ser manuseados por pessoas autorizadas.
O Sódio é um metal acalino, bastante reativo, por só possuir um elétron na camada de valência. Esse único elétron, faz com que o sódio metálico seja bastante instável e tenha a tendência a doar esse elétron e se estabilizar com 8 elétrons na penúltima camada de valência, seguindo assim a regra do octeto. Por isso, deve ser guardado em recipiente contendo querosene, pois o sódio metálico reage violentamente com água liberando gás hidrogênio que é explosivo. A reação se processa segundo a equação:
Todos os metais alcalinos são reativos. E essa reatividade aumenta de cima para baixo, pois o raio atômico dos elementos aumenta e consequentemente a atração núcleo-elétron se enfraquece cada vez mais, principalmente na camada de valência, então o elétron é liberado com mais facilidade. Resumindo, o aumento do raio atômico favorece a liberação do elétron na camada de valência.




terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mentos + Coca - Cola: Será que explode?

O que acontece ao colocarmos uma pastilha de mentos numa garrafa de coca-cola?

Bom, muitos já devem ter visto centenas de vídeos em que após colocar a pastilha de mentos na coca-cola ela sai jorrando com uma grande pressão pela "boca da garrafa". 
E se bebermos coca-cola e ao mesmo tempo ingerirmos uma bala de mentos? 
Acho que devem ter pensado agora: "morremos!", mas na verdade não é isso que acontece.
A coca-cola, assim como todo refrigerante contém em sua composição gás carbônico (CO2) e como todo líquido possui tensão superficial (as moléculas de um líquido  ficam organizadas de modo que criam uma espécie de barreira protetora na superfície, chamada de tensão superficial). Ao adicionarmos a balinha de mentos à coca-cola quebramos a tensão superficial,   e o mentos enquanto deposita-se no fundo da garrafa arrasta as moléculas de (CO2)  e depois são liberadas a uma pressão que depende da de saída do recipiente( P = F/A), que neste caso, a "boca da garrafa" , quanto menor a área de saída maior será a pressão que o (CO2) será expelido .
Sintetizando, o que ocorre na realidade entre a coca-cola e o mento é um processo físico, pois não muda a composição química.
Assistam o vídeo abaixo produzido por nós:


Por: Maria Gabriela e Polianne Andreza
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